
Nesta página você encontrará informações sobre fotografia.
Um pouco da técnica e dos recursos das máquinas fotográficas.
Pegue, então, a sua câmara e divirta-se.
São as câmeras mais simples, nelas o fotografo observa a cena através de um visor separado das lentes da câmera. Geralmente possuem poucos recursos. São as mais simples e mais baratas. Podem utilizar filmes 110, 120, 126, 135.
É o tipo mais utilizado por profissionais. Nela o fotográfo observa a cena através das próprias lentes da câmara. O que ele estiver vendo é o que será fotografado. Usam filme 135 (35mm) e podem oferecer muitos recursos.
Utiliza por muitos fotográfos profissionais, este tipo de câmera proporciona um negativo com 6 x 6cm. O tamanho maior do negativo oferece uma melhor qualidade de imagem do que as de 35mm. São muitos caras.
Utiliza filmes em chapas e produz imagens de alta qualidade. Seus negativos podem chegar a ter mais de 10cm por 12cm. São caras.
São câmeras que reproduzem as fotos na hora. Neste tipo de câmera não existe negativo. Geralmente oferecem poucos recursos e fotos com baixa qualidade.
É um tipo de câmera com dois conjuntos idênticos de objetiva, um serve para a visualização e o outro é por onde passará a luz para o filme.
Este ajuste permite variar a abertura do diafragma
da câmera. Esta variação
influência na quantidade de luz que incide sobre o filme.
A abertura
também deve ser levada em consideração em relação a
profundidade de campo.
Por profundidade de campo se entende a área de sua fotografia
que irá ficar em foco.
Com uma abertura pequena teremos uma grande parte da foto em foco,
desde
o primeiro plano até o infinito praticamente.
Com uma grande abertura teremos
apenas o objeto focalizado em foco.
A escala de abertura, que fica no corpo da objetiva, é
semelhante a seguinte:
f1.4, f2, f4, f5.6, f8, f11, f16, f22
e quanto menor o número maior a abertura.
A maior abertura de uma objetiva representa a luminosidade
da mesma. Uma objetiva com luminosidade igual a 2 tem a
máxima abertura igual a f2.
Na escala f cada número corresponde ao dobro de intensidade
luminosa do número anterior e a metade do
posterior. Exemplo:
f5.6 permite a passagem do dobro de luz que f8 e metade de
f4.
Lembramos que quando menor o número f maior a abertura
e maior a quantidade de luz.
Este ajuste define quanto tempo o obturador ficará aberto
permitindo a
incidência de luz sobre o filme.
Esta velocidade deve ser levada em consideração quanto tiramos
fotos
de objetos em movimento. Se a velocidade for baixa estes objetos
ficarão borrados na fotografia. Também é importante lembrar que
quanto
menor esta velocidade maior firmeza se faz necessária na hora
da foto.
Esta escala, que fica num botão do lado direito da máquina,
é semelhante a seguinte:
B, 1, 2, 4, 8, 15, 30, 60, 125, 250, 500, 1000, 2000
E quanto maior o número menor o tempo de exposição.
Na posição B o obturador ficará aberto enquanto o botão de
disparo ficar pressionado. Está posição é usado para fotos que
precisam
de muito tempo de exposição, fotos astronômicas, por exemplo.
Alguns obturadores possuem, ainda, a posição T. Nesta posição
o obturador se abrirá quando o botão disparador for pressionado
e fechará quando pressionarmos novamente o obturador.
Os valores da escala do obturador são relativos a um (1) segundo. Na velocidade um
teremos 1/1, na velocidade 2 teremos 1/2, na velocidade 125 teremos
1/125,
e assim podemos perceber que quanto maior a velocidade escolhida menor
será o resultado da divisão pelo tempo de um segundo e menor
será a quantidade de luz a incidir sobre o filme.
Quando usamos flash devemos usar uma velocidade que fique
sincronizada com ele, geralmente esta velocidade é a de 60 ou 125
(1/60 ou 1/125 respectivamente).
Cada número nesta escala permite a incidência do dobro de
luz do posterior e a metade do anterior.
Estes dois ajustes, velocidade e abertura, devem ser usados em
conjunto
de acordo com a foto que iremos registrar. Por exemplo:
Para tirarmos uma fotografia de um carro em movimento
devemos utilizar uma velocidade alta e uma grande abertura.
Com a velocidade alta
"congelaremos" o carro e com abertura grande conseguiremos a
luz necessária para
impressionar corretamente o filme.
Por profundidade de campo entendemos a quantidade de planos
que ficarão em foco. Uma foto com pouca profundidade de campo
mostrará apenas o objeto focalizado de uma forma nítida, o
resto, os planos anteriores e posteriores ficarão fora de foco.
Uma foto com muita profundidade de campo apresentará desde
os objetos mais próximos da câmara até o infinito em foco.
A profundidade de campo varia de acordo com a abertura da máquina,
quanto menor a abertura maior a profundidade de campo.
Em algumas máquinas fotográficas, ao apertamos
ligeiramente o botão do disparador, o diafragma se fechará
de acordo com a abertura selecionada. Quando isto acontecer
poderemos observar tudo o que ficará em foco, podendo assim ter uma
idéia do resultado da foto. O único inconveniente é que, quando
usamos aberturas muito pequenas a visualização ficará díficil
devido
a pequena quantidade de luz que entrará através do diafragma.
A profundidade de campo também irá variar de acordo
com a objetiva para uma mesma abertura.
Em câmaras mono-reflex o ajuste de foco é feito através do
giro de
um anel presente na objetiva. Este anel deve ser ajustado
até que no despolido, onde observamos a imagem, ela fique
mais nítida possível.
Existem despolidos que apresentam um círculo com uma divisão
no meio.
A sua função é a seguinte:
Quando observamos uma imagem
através deste círculo e ela não está em foco cada metade
desta imagem
ficará alinhada em um plano diferente, só após fazermos o
ajuste de
foco é que as duas partes estarão alinhadas no
mesmo plano.
Por
exemplo, ao se observar um tronco de uma árvore veríamos
uma metade do tronco numa posição e a outra metade em
outra e isto
nos indicaria que caso a foto fosse batida a árvore
ficaria fora
de foco. Para que a árvore ficasse em foco deveríamos
ajustar o foco
até que as duas metades da árvore ficassem alinhadas. O único
inconeniente é que este sistema prede muita precisão quando
utilizamos teleobjetivas ou grande-angulares.
Este ajuste deve ser feito de acordo com o filme que você está usando.
Isto é necessário para que o fotômetro da câmara funcione
corretamente.
A escala de ajuste geralmente é indicado sob duas formas diferentes,
a DIN e a ISO. A escala mais conhecida é a ISO e nela os filmes tem
a sua sensibilidade indicada por um número acrescido da palavra ASA.
ASA 100 por exemplo.
Exemplo desta escala:
25, 100, 200, 400, 1000, 1600.
Quanto maior o número maior a sensibilidade do filme.
Filmes mais sensíveis, geralmente chamados de rápidos,
não oferecem uma definição muito boa devido ao tamanho dos grãos
sensíveis a luz. Filmes menos sensíveis, geralmente chamados
de filmes lentos, permitem uma grande definição da imagem.
Existem também os filmes médios que tem um bom compromisso entre
sensibilidade e granulação.
Filmes rápidos permitirão fotos em locais com pouca luz mas com
pouca definição.
Filmes lentos permitirão fotos com excelente definição mais
precisam de muita luz e ou longas exposições.
Filmes médios são os mais indicados para a maioria dos casos.
Tipo de filme: Colorido
ASA
lento - 25
lento - 32
médio - 64
médio - 100
médio - 125
rápido - 200
rápido - 400
Tipo de filme: Branco e Preto
ASA
lento - 64
lento - 80
médio - 100
rápido - 200
rápido - 400
Esta indicação mostra onde está, exatamente,
o filme dentro da máquina. É útil quando se faz necessário saber, com
exatidão, a distância entre o filme e o objeto fotografado
(fotos muito próximas).
Uma marca, em forma de circulo com um traço no centro, no
corpo da máquina indica a posição ou plano do filme.
O fotômetro é parte integrante de uma máquina mono-reflex
e serve para o ajuste da máquina de acordo com a iluminação
presente. Ao observar a cena com a máquina perceberemos a sua
indicação, geralmente, no lado direito do visor.
Existem diversos tipos de fotômetro, alguns apresentam três
indicações luminosas (3 leds) uma com o + outra com - e a outra
com "o". Quando a indicação + esta acesa é porque está entrando
luz demais, se a indicação - estiver acesa temos pouca luz e
se "o" estiver acesa podemos fotografar.
Para conseguirmos a posição correta no fotômetro devemos ajustar
a abertura ou a velocidade. Outras máquinas tem no
lugar dos leds uma indicação analógica através de um ponteiro
sobre uma escala. O Ajuste da máquina deve ser feito a partir
da leitura do ponteiro.
São as lentes por onde passará a luz que incidirá sobre
o filme.
Câmeras que usam filme de 35mm (mono-reflex por exemplo) geralmente
são acompanhadas de uma objetiva de 50mm. Esta objetiva
tem a abrangência visual semelhante ao olho humano e por isso
é chamada de normal.
O ajuste de abertura (escala f) sempre fica na objetiva. Também
na objetiva há uma indicação para previsão de profundidade de
campo, está indicação muda de acordo com a abertura.
A lente objetiva demanda de certos cuidados:
- não toque com os dedos na lente.
- guarde as objetivas em lugar fresco e seco.
- sempre use um filtro UV ou Skylight para proteção de suas
lentes.
São objetivas capazes de visualizar uma área menor do que
o olho humano. Desta forma são capazes de aproximar a imagem.
Ao se fotografar com uma teleobjetiva é necessário
certos cuidados:
- segure a máquina pela teleobjetiva, caso contrário o seu peso
poderá danificar o encaixe no corpo da máquina.
- atenção ao fotogafar, o peso da tele pode
causar fotos tremidas. Para evitar isto nunca use velocidades
menores que a distância focal da tele. Por exemplos:
tele de 135mm -- velocidade mínima = 1/250.
tele de 100mm -- velocidade mínima = 1/125.
- lembre-se que a profundidade de campo se reduz drasticamente com o uso de teleobjetivas (maior a tele menor a profundidade).
São lentes com um campo de cobertura visual maior do que as lentes
normais (que para uma máquina específica corresponde ao campo
visual do olho humano).
Câmeras que usam filmes de 35mm tem como lente normal objetivas
de 50mm. Para estas câmeras serão grande-angulares lentes com
distância focal menor do que 50mm. Como exemplo podemos
citar lentes de 35mm ou de 17mm.
Objetos próximos de uma grande-angular apresentarão proporções
enormes em uma foto enquanto que o fundo parecerá distante
e os objetos ficarão pequenos.
Consegue-se grande profundidade de campo com grande-angulares.
Estes dois tipos de filtro absorvem a radiação ultravioleta permitindo assim imagens mais nítidas, principalmente de paisagens onde exista névoa. É aconselhavel usar sempre um filtro deste tipo para proteger a objetiva.
Servem apenas para diminuir a quantidade de luz que incide sobre o filme permitindo assim fotos com filmes de alta sensibilidade em locais muito claros ou fotos com grandes aberturas e pouca profundidade de campo.
Permitem a eliminação de reflexos e o escurecimento do azul do céu. Este efeito de escurecimento do céu é mais notado quando a luz solar incide num plano perpendicular ao plano da foto (horas próximas ao meio-dia). É necessário girar, uma parte móvel do filtro, sobre a objetiva para se perceber sua atuação.
Todo flash deve ser sincronizado com a máquina fotográfica, geralmente
a velocidade de sincronização vem indicada (1/60 ou 1/125
normalmente) no corpo da máquina. No flash existe uma escala que
permite ajustar a abertura da máquina para a distância
que se está do objeto fotografado. Esta distância pode
ser medida através da escala de focalização no corpo da objetiva.
Lembre-se sempre que o flash demora um certo tempo até se carregar
totalmente, quando mais usadas as baterias mais tempo ele levará.
Desta forma é inconveniente se fazer disparos muito rápidos um
após o outro pois algumas fotos poderão ficar escuras.
Ao utilizar uma lente diferente da normal confira se a mesma
não diminue a intensidade luminosa.
Toda a potência do seu flash só será conseguida após o terceiro
ou quarto disparo.
Cuidado com os reflexos causados por paredes ou outras superfícies
planas.
Lembre-se que roupas claras refletem mais luz que roupas escuras.
Geralmente a tabela de abertura da objetiva dada pelo seu
flash é dada em relação a uma iluminação
ambiente relativamente boa. Lembre-se disto ao bater fotos em
locais muito escuros. Use aberturas maiores que as indicadas
para este tipo de fotos.
Ao bater fotos com perspectiva de profundidade com um único
flash acontecerá o seguinte:
ou o primeiro plano ficará bom e o fundo escuro ou o fundo ficará
bom e o primeiro plano muito claro. Evite este tipo de foto.
Sempre que possível trabalhe com uma abertura fixa e
mova-se ou mantenha-se na
distância ideal. É mais fácil, principalmente se for necessário
se bater uma seqüência de fotos.
Para fotos com uma iluminação mais suave aponte o flash
para o teto ou para uma parede, mas lembre-se:
calcule a distância levando em conta a reflexão e cuidado,
pois a cor destas superfícies poderá alterar as cores
reais dos objetos fotografados.
Sempre que possível separe o flash da câmera, você eliminará
reflexos nos olhos e terá uma melhor perspectiva por causa da
sombra.
São lentes que permitem a focalização de objetos muito próximos
a câmera, desta forma conseguimos ter a imagem destes objetos
ampliadas como se estivessemos usando uma lente de aumento.
As lentes de aproximação podem ser rosqueadas na objetiva e tem
o seu aumento especificado por um número impresso em seu corpo,
este número indica a dioptria da lente. Quanto maior o número
maior o aumento. Pode-se trabalhar com várias lentes deste tipo
em conjunto
mais é aconselhavél que a de maior dioptria fique sempre
mais próxima a objetiva.
Com este tipo de equipamento consegue-se fotos detalhadas
de pequenos objetos, plantas ou insetos.
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