A realidade sobre o alcoolismo
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o alcoolismo é considerado doença, mas isso não é motivo para nos envergonharmos. A única maneira de uma pessoa parar de beber é aceitar sua doença, ou seja, conscientizar-se. O alcoólatra é uma pessoa normal, a diferença está no primeiro gole de bebida que ele toma, pois certamente não ficará somente no primeiro. O alcoólatra não é mentiroso, mau caratér, sem vergonha ou preguiçoso... ele é uma pessoa doente, portador do mau "alcoolismo".
Não existe nenhum remédio (homeopático ou alopático) capaz de
curar o alcoolismo.
A única maneira é conscientizar-se da doença e evitar o primeiro
gole. Não existe moderação para um alcoolatra, se ele quiser
parar de beber, terá de faze-lo repentinamente e não ingerir
nenhuma quantidade de qualquer tipo de bebida alcoólica,
nem mesmo um bombom de licor ou conhaque."Um dedal é muito e um
tonel será pouco para o seu vício".
A decadência do homem, causada pela bebida pode ser comparada ao
comportamento de três animais:
1 - O Macaco - a fase da euforia: quando a pessoa começa a
beber, socialmente, fica eufórico, brincalhão, perde o senso
da vergonha e a auto-crítica.
2 - O Leão - a fase da violência: o indivíduo fica
agressivo,
nervoso,
sem paciência chegando a quebrar coisas em casa e bater nos
familiares, é um perfeito animal feroz.
3 - O Porco - a fase da degradação: o indivíduo perde a
auto-estima,
não se cuida, não toma banho, nem faz a barba, as pessoas o
evitam pelo seu aspecto degradante.
A mesma sociedade que incentiva o consumo de bebidas entre os jovens é a que condena e mantém o preconceito contra o alcoolatra já adulto. O próprio alcoolatra, nessa roda viva perde a identidade como ser humano. Começa perdendo a fé e a religião, depois disso vem a perda do emprego e até da família.
Instituto Fraternal de Laborterapia
Rua Santo Amaro, 244.
Fone: 0xx11 3101-5533
Bela Vista - CEP 01315-000.
São Paulo - SP.
Este instituto oferece reuniões de conscientização, orientação
e sustentação para os alcoolatras e seus familiares.
As reuniões de apoio para os alcoólicos acontecem todos os dias
na Rua Santo Amaro, 244, das 20:00 ÀS 22:00 Horas. Sábados,
domingos e feriados das 18:00 às 20:00 horas. Às quartas reuniões
às 15:00 e 20:00 horas.
As reuniões de apoio aos familiares de alcoólicos são realizadas
todos os domingos das 17:00 às 19:00 horas.
Auxílio também através do Tele-Álcool 0xx11 3104-6707. Que atende
todos os dias das 8:00 às 22:00 horas e aos domingos e feriados
das 16:00 às 20:00 horas.
FEESP - Federação Espírita do Estado de São Paulo.
Rua Maria Paula 140.
Telefone: 0xx11 3115-5544.
São Paulo - SP.
Reuniões e tratamento todas as quintas-feiras a partir das 19:00 horas e às sextas a partir das 17:00 horas. Se necessário informe-se no
DEPOE.
Alcoólicos Anônimos - São Paulo/SP.
Telefone: 0xx11 3315-9333.
Se alguém que você conhece bebe e isto o está fazendo sofrer, encontre ajuda aqui:
Al-Anon/Alateen - São Paulo/SP.
Pesquise em algum buscador.
Esquadrão Vida - Encontre aqui ajuda contra o alcoolismo.
Pede você que os Espíritos desencarnados se manifestem sobre o álcool, sobre os arrasamentos do álcool.
Muito díficil, entretanto, enfileirar palavras e definir-lhe a influência. Basta lembrar que a cobra, nossa velha conhecida, cujo bote comumente não alcança mais que uma só pessoa, é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha, borralho, água fervente e boca de fogo, vigiada de perto pela gritaria dos meninos, pela cautela da donas de casa e pela defesa do serviço municipal, mas o álcool, que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá, e, em muitos casos, quando se fantasia de champanha ou de uísque, chega a ser convidado de honra, consagrando eventos sociais. Escorrega na goela de ministros com a mesma sem-cerimônia com que desliza na garganta dos malandros encarapitados na rua. Endoidece artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece doenças e engrossa a estatística dos manicômios; no entanto, diga isso num banquete de luxo e tudo indica que você, a conselho dos amigos mais generosos, será conduzido ao psiquiatra, se não for parar no hospício.
Ninguém precisa escrever sobre a aguardente, tenha ela o nome de vodca ou suco de cana, rum ou conhaque, de vez que as crônicas vivas, escritas por ela mesma, estão nos próprios consumidores. largados à bebedeira, nos crimes que a imprensa recama de sensacionalismo, nos ataques da violência e nos lares destruídos. E se comentaristas de semelhantes demolições devem ser chamados `a mesa redonda da opinião pública, é indispensável sejam trazidos `a fala as vítimas de espancamento no recinto doméstico, os homens e as mulheres de vida respeitável que viram a loucura aparecer de chofre no ânimo de familiares queridos, as crianças transidas de horror ante o desvario de tutores inconscientes e, sobretudo, os médicos encanecidos no duro ofício de aliviar os sofrimentos humanos.
Qual! Não acredite que nós, pobres inteligências desencarnadas, possamos grafar com mais vigor os efeitos da calamidade terrível que escorre, de copinho a copinho.
É por isso talvez que as tragédias do alcoolismo são, quase sempre, tratadas a estilete de sarcasmo. E creia você que a ironia vem de longe. Consta do folclore israelita, numa história popular, fartamente anotada em vários países por diversos autores, que Noé, o patriarca, depois do grande dilúvio, rematava aprestos para lançar à terra ainda molhada a primeira vinha, quando lhe apareceu o Espírito das Trevas, perguntando, insolente:
- Que desejas levantar, agora?
- Uma vinha - respondeu o ancião, sereno.
O sinistro visitante indagou quanto aos frutos esperados da plantação.
- Sim - esclareceu o bondoso velho - serão frutos doces e capitosos. As criaturas poderão deliciar-se com eles, em qualquer tempo, depois de colhidos. Além disso, fornecerão milagroso caldo que se transformará facilmente em vinho, saboroso elixir capaz de adormecê-las em suaves delírios de felicidade e repouso...
- Exijo sociedade nessa lavoura! - gritou Satanás, arrogante.
Noé, submisso, concordou sem restrições e o Gênio do Mal enarregou-se de regar a terra e adubá-la, para o justo cultivo. Logo após, com a intenção de exaltar a crueldade, o parceiro maligno retirou quatro animais da arca enorme e passou a fazer adubagem e rega com a saliva do bode, com o sangue do leão, com a gordura do porco e com excremento do macaco.
À visto disso, quantos se entregam ao vício da embriaguez apresentam os trejeitos e os berros sádicos do bode ou a agressividade do leão, quando não caem na estupidez do porco ou na momice dos macacos.
Esta lenda; entretanto, nós, meu amigo, integrados no conhecimento da reencarnação, estamos cientes de que o álcool, intoxicando temporariamente o corpo espiritual, arroja a mente humana em primitivos estados vibratórios, detendo-a, de maneira anormal, na condição de qualquer bicho.
Irmão X
Na semana passada internei o meu pai...
De tudo o que já fiz na vida isto foi uma das coisas mais difíceis e que mais doeu... e ainda dói.
Lembro-me do meu pai bravo com a travessuras minhas e do meu irmão.
Lembro-me do meu pai ajudando em catástrofes ocorridas em São Paulo.
Lembro-me do meu pai chegando em casa, impecável no seu uniforme de motorista, em plena madrugada. Para logo depois voltar a trabalhar.
Lembro da fotos em que aparecemos juntos e lembro das fotos que dele eu fiz.
Lembro das poucas vezes em que acariciei o seu cabelo (como eu não entendo nada - nothing - da vida), e prefiro me esquecer de suas bebedeiras e noites em hospitais. Não, não é fuga, é apenas dar valor ao que realmente tem valor.
Meu pai, hoje, sofre de uma mistura de mal de alzheimer, acelerada por consumo excessivo de bebidas alcoólicas (isto segundo o que consegui estudar e obter dos médicos).
Hoje, ele confunde as coisas, esquece quase tudo, às vezes é teimoso, outra vezes violento. Não toma banho sozinho, não faz sua higiene pessoal, não consegue andar direito (tem aneurite, mais pronunciada nas pernas, devido ao álcool).
Internei meu pai pois não conseguia cuidar dele direito, internei a contragosto, internei...
Agora tenho mais tempo para tudo mas, às vezes, sinto que não tenho mais pai. Embora isto não seja verdade e os caminhos da vida sejam eternos.
Ontem ele era um homem formoso e jovial. Hoje ele nem se lembra da família.
Isto é que dói,
não por dó,
não por egoísmo (talvez um pouco ou muito),
mas por sua condição.
Internei meu pai e sinto falta dele, dos barulhos, do trabalho, até da irritação.
Como dói tomar estas decisões.
Como sinto falta do homem,
que aparece nas fotos,
que deixa acariciar os seus cabelos,
que bebia demais,
que me fazia perder o sono,
que caia e me prendia em casa.
Como sinto falta do meu pai que hoje só vejo em dias de visita.
Como sinto falta do meu pai.
Que bons espíritos o guardem.
Good speed your love to her.
Today, tomorrow, again and again. Forever.
03/03/2000
Já fazem quase 8 anos que meu pai está internado e durante este tempo tanta coisa mudou, menos a dor...
Por três clínicas ele já passou e, se tudo der certo para a quarta ele virá em breve, para ficar mais próximo, para ser mais fácil, para voltar a vê-lo mais freqüêntemente...
Quanta gente ví largada nestes locais, por suas famílias. Não que isto seja novidade para mim, pois cresci passando muitas férias em um asilo, onde minha tia era Madre.
Hoje é o primeiro dia após o Natal, que cada vez mais parece sem graça, que cada vez mais parece vazio...
Aproveite a sua família enquanto voce a tem. Diga que ama as pessoas próximas a voce e que realmente ama. Não se finja vazio...
E tenha, daí e realmente, um feliz ano novo.
Meu pai morreu.
Foram oito anos e um mês, para ser exato, de internação.
Foram treze anos de sintomas e complicações causadas pelo Alzheimer e aceleradas pelo alcoolismo.
Seu corpo físico, no final, parecia atacado por um fogo selvagem.
Feridas apareciam em seu corpo cresciam e cresciam...
Nem remédios, nem preces, detinham sua expansão.
Seu corpo magro e frágil, com músculos atrofiados, já mostravam seu sofrimento e sua dor.
Todo o trabalho que fez, todas as pessoas que ajudou, tudo esquecido (ao menos por agora) atrás de uma mente distante, mas não só.
Descanse em paz meu pai, my dad.
Descanse em paz e que bons espíritos o ajudem neste continuar infindável.
Vá meu pai, mas lembre-se que um dia cruzaremos nossos caminhos novamente e novamente, até que entre nós só exista paz e amor.
03/04/2008
Atualizada em 05/11/2010.
Sanctify Yourself.